Das noites em que não se dorme, em que é preciso escrever palavras que brotem psicografadas pela força do hábito – de uma letra que vem depois da outra, sem sentido, só sonoridades, pensa-se no resto da vida, em que.
Noites de futuro: esperar a madrugada; sentir os olhos baixando costas doendo cabeça cansada e o medo dos prazos já tão atrasados, dos sonhos - já tão atrasados -, dos destinos - tão seus que não eram.
Naquela noite em que não poderia dormir, trouxeram notícia de um desertor de Paramaribo:
olha, vou começar a cobrar direitos autorais. eu que comecei essa história de paramarimbo ao contar para o betão qual era a capital do suriname, daí ele colocou alguma coisa de viagem, kombi, essas coisas para paramarimbo.
ResponderExcluiragora tudo é paramarimbo, né? estou me sentindo potência colonizadora. hum. e vcs os rebeldes.
ah! sobre o texto, na verdade, sobre seus textos. gosto quando a expressão não pode ser concluída, quando não há destino para a palavra. elas se casam, mas não decantam em nada concreto - a pertubação dos prazos, a escapada do lugar nenhum (meu deus, por qual caminho se chega a paramarimbo?), as noites em claro. só luminárias.
em "paramaribo" todos são analfabetos.
ResponderExcluirparamaribo é copyleft!
ResponderExcluirparamarimbo eu já não sei... =p